Foto

Perdi meu domínio, mas ainda assim escrevo. Afinal, é tradição!

Meu último texto aqui foi em julho, há exatos cinco meses. Nele escrevi sobre se conhecer por inteiro. O engraçado é que escrever este texto, me fez perceber que eu não me conheço por inteira. E tudo bem, tá?! Eu não sou a única a me sentir assim. E sobre isso, cada fase de nossas vidas a gente gostará de algo diferente. O que significa que nem sempre vamos nos conhecer por inteiro. Entre os vinte e um e os vinte e dois, descobri que vida é feita de descobertas diárias. Me conhecer cotidianamente, respeitar meus medos, inseguranças e meu tempo é a chave importante do processo de descobrimento.

Esse ano enfrentei muitas batalhas diárias, mas aprendi com cada uma delas. O legal de fazer aniversário é que Deus te dá um capítulo novo para escrever sua história. Por falar em Deus, Ele sem dúvidas me conduziu nesses 365 dias. Papai continua mostrando-me diariamente o que o Ele sonha para mim. O que, tornou-se realidade. Bem, em partes. Foi ano de TCC para mim e escolhi escrever um livro. Escrevi sobre as histórias de vida e como Deus age no cotidiano dessas histórias. O livro foi intitulado D(eu)s no cotidiano. Escrevê-lo me fez sair da zona de conforto e crescer humanamente. Agora, vou em busca da publicação oficial. Torçam por mim.

Este foi meu último ano na faculdade de jornalismo. Não emendarei em uma Pós ou Mestrado, não por não ter vontade, mas por querer ir atrás de sonhos e projetos que tenho procrastinado por anos. Quero ir atrás de mim. E sinto que aos vinte e dois estou preparada para enfrentar um leão por dia afim de me encaixar na minha própria vida.

22.

Vinte e dois.

V-i-n-t-e e d-o-i-s.

Às vezes, sinto que não sou madura o suficiente para enfrentar o mundo, não aos vinte e dois, mas depois lembro-me que eu não quero enfrentá-lo, quero conhecê-lo. Por vezes, sinto-me pequena diante da imensidão que me cerca, mas recordo-me de Davi enfrentando o gigante Golias. Então compreendo que não devo temer os obstáculos ou os gigantes que me assombram, preciso saber vencê-los.

É assim que começo meu novo ano: pedindo a Graça de Aba para lutar contra tudo aquilo que queira me vencer. Ao mundo, ele é grande demais para ficar em um lugar só e eu, mesmo com 1,53, quero espalhar-me nessa imensidão.

Feliz vinte e dois, Dani.

Foto
Em muitas ocasiões pessoas vão embora de nossas vidas e afirmam que estão indo porque descobriu que “você não era quem ela imaginava ser”. Em outras situações deixamos de expressar nossas opiniões ou tomar decisões porque “o que vão pensar de mim?”. Em diversos momentos perdemos oportunidades de ser quem somos porque o medo de revelar nossa essência se torna maior.

Para muitas pessoas o fato de demonstrar quem ela realmente é, se torna assustador. Não há um motivo especifico: medo, trauma, vergonha, timidez, são muitas as razões pelas quais elas se escondem. No entanto, é difícil compreender porque é tão complicado se expressar verdadeiramente. Ser quem você é por inteiro deveria ser lei inquebrável para as relações sociais.

Expectativas.

Você não precisa suprir as expectativas de quem ama você. E você também não deveria criar expectativas sobre quem você ama e se relaciona. A melhor maneira de mostrar isso a alguém é sendo sincero sobre quem você é. Contar sobre seus gostos, o que gosta de fazer, o que pensa, sua opinião política ou religiosa. Ser verdadeiro sobre seus defeitos. Tudo isso somado ao respeito mútuo do outro são valores essências para relacionamentos saudáveis.

O outro não pode cobrar por ações das quais não fazem parte de sua personalidade. Ao mesmo tempo você não precisa se sujeitar a fazer algo que não sinta vontade apenas para corresponder às expectativas de alguém. O mesmo acontece com as expectativas que você cria sobre alguém.

Naturalidade dos relacionamentos.

Relacionamentos são construídos por respeito e sinceridade. Abrir mãos de algo, em um dado momento, é natural das relações. No entanto, deve fluir com naturalidade e não porque o outro espera de você. Você não precisa se sentir culpado por ter decepcionado alguém, uma hora ou outra irá acontecer, porque nem sempre as expectativas serão correspondidas. E tudo bem, sabe? Porque expectativas não são reais, não são quem você é de verdade.

Para a paz interior é preciso construir relações no qual você esteja disposto e pronto para ser você – da pior e da melhor maneira. E nesse processo que o outro te aceite assim, do jeitinho que é. Compreendendo que você falhará, ele também, mas que estão dispostos a recompensar todos os erros e fazer dos acertos o maior motivo para ter um ao outro. Aqui, me refiro a todo tipo de relacionamentos possíveis.

Que o outro te olhe e enxergue quem você é por inteiro.
Foto

O evangelho de João, mas especificamente a leitura do capítulo 15 e os versículos 9 a 17, nos convida a adentrar e refletir sobre o amor genuíno e único de Jesus. Ele (Cristo) nos dá o seu mandamento: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ele continua dizendo aos discípulos que ninguém tem amor maior do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
O que te ordeno é que ameis uns aos outros - João 15: 17
Cristo veio ao mundo, enviado por Deus para nos aproximar de nosso Pai. Foi um ato de reconciliação, uma nova e eterna aliança. No entanto, Cristo, que só ensinou e apresentou um Deus amoroso, foi odiado por muitos e torturado por outros. Do que lhe acusaram? De amar. E mesmo em sua maior dor, no alto da cruz, com sentimento de abandono, desconfigurado, amarrado, flagelado. Ele escolheu morrer por amor a nós. Deu sua vida por amor. E o que Ele nos pediu? Que façamos o mesmo: amar.
Se o outro me tratar mal, eu tenho todo o direito de sentir ira ou rancor, mas eu não posso feri-lo da mesma maneira, ao contrário devo escolher amá-lo e acolhê-lo em oração. Devo pedir para que Jesus o cure daquilo que o faz agir de maneira a magoar alguém. Devo também pedir que me cure e livre da mágoa. Eu não preciso odiar o outro, ou melhor dizendo, posso até não gostar dele, mas isso não me impede de amá-lo como Cristo me ama e o ama.
Cristo ama a Igreja dEle, em unidade, se eu pertenço a essa unidade, então devo amá-la com Cristo.
Peço então, que Cristo, o cordeiro imolado, me dê um coração disposto a amar como Ele mesmo amou. Que eu seja capaz de dar minha vida, mesmo em atos pequenos, pelo outro. E mesmo que eu seja manchada pelo pecado, que Ele, Senhor e Salvador, me permita ser amor. Me ensine diariamente a agir com paciência e sabedoria para com os obstáculos que me impedem de enxergar o amor a minha frente.
Devocional
Querido Deus, entrego meu coração a Ti, faça dele puro e humilde como de Cristo. Ensina-me a amar o outro mesmo quando ele me ferir. Ensina-me a devolver amor quando receber pedras. Ensina-me a enxergar que somos feitos para nos amarmos. Quero amar como seu Filho amou a humanidade.
Tome meu coração, em nome do Senhor Jesus. Amém!
Foto: Reprodução
Nada contra o Neymar, gosto dele. O menino demonstra simpatia, tem talento e é inspiração para um bocado de pessoas, principalmente crianças e adolescentes. Mas as manchetes sobre sua lesão no jogo entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha tem me intrigado e você também deveria se intrigar. Longe de mim desejar o mal para alguém, não é sobre isso, eu quero mesmo é que ele se recupere e continue em frente.
O problema maior é a repercussão midiática em cima da lesão. Ponto.
Desde que o incidente aconteceu as câmeras, microfones e todo tipo de instrumento jornalístico (ou não) se voltaram para ele. Vi até uma transmissão ao vivo que fizeram do menino saindo do hospital depois da cirurgia. Enquanto todos se voltavam para ele, como se ele fosse um herói em seu leito de morte, milhares de pessoas estavam, de fato, morrendo.
Morrendo por uma guerra civil na Síria que está longe de acabar. Crianças tampando os olhos de suas bonecas para que não vissem o horror que estava a sua frente, quando na verdade, os olhos da criança é que precisava ser fechado diante de tanto horror. Enquanto todos faziam plantão sobre o jogador milionário que sofreu uma fratura em um jogo, pessoas morriam ou passavam fome numa guerra que a mídia tem zero interesse em compartilhar.
Enquanto ele foi atendido às pressas, hospitalizou-se em um dos melhores hospitais do país e teve todo o suporte para sua recuperação, milhares de famílias estavam nas filas do SUS. Milhares de pessoas perdem suas vidas em corredores de hospitais e ninguém está tão interessado em contar suas histórias. Muito menos dar todo o suporte para ajudá-las.
Neymar tem todo um aparato de pessoas e dinheiro (coloque dinheiro nisso) para conseguir lidar com seu problema. Mas o pai de família que acorda às quatro da manhã porque precisa trabalhar miseravelmente para ganhar um salário, que mal dá para a alimentação, não tem ninguém, apenas sua persistência e fé em Deus. Não há plantões se compadecendo com o atentado na Síria.
Nada contra o Neymar, torço por ele, mas torço muito mais para que esse mundo deixe de ser tão hipócrita e egoísta. Se compadeça com problemas maiores e emergentes.